Quando entrei para o ISLA corria o ano de 1993 e nessa altura não havia tuna, durante esse ano lectivo começou a surgir a vontade de criar uma tuna, ou algo semelhante, o grande responsável por este movimento foi o Marco Sampaio. Nesse mesmo ano por altura das Islíadas já havia um grupo misto de amigos que pretendiam ser uma tuna, os ensaios eram onde se encontra hoje o bar do edifício da Lapa (antes não havia lá nada), na actuação das tunas do ISLA nas Islíadas lá foram actuar esse projecto de tuna, sem um único trajado e só com uma guitarra em palco lá se fez a primeira e única actuação (que eu tenha conhecimento). Nos anos seguintes esta tentativa esmoreceu e o grupo foi desfeito . . . até que chegamos ao ano lectivo de 1995/96, nessa altura houve uma mudança na Associação de estudantes e foi introduzida um novo pelouro: Tradição Académica para o qual fui convidado a ser o responsável, pois era um dos malucos do meu curso (Informática de Gestão) que tentava organizar as recepções aos caloiros com a ajuda de mais uns colegas. Este convite, apesar de estranho no ínicio tornou-se um agradável desafio que aceitei, juntei mais uns malucos e metemos as mãos na massa . . . organizar recepções conjuntas aos caloiros do ISLA (até à altura as “praxes” eram organizadas por curso), festas, incentivar o uso do traje académico nos alunos do ISLA . . . e apoiar o projecto de criação da tuna do ISLA Lisboa.
Foi através de conversas com o Marco que começamos a pensar na criação da tuna mais a sério, assim sendo foi arranjada uma sala da junta de freguesia para se puder fazer audições, e foram colocados no ISLA cartazes a anuncia as mesmas audições, isto foi no mês de Março de 1996. Chegado o dia das audições era necessário ter um painel de “avaliadores de talentos”, assim sendo para além do Marco Sampaio e eu (Ricardo Magalhães), estiveram também a avaliar o Pedro Gonçalves (que mais tarde seria um dos nossos magisters) e o Ricardo “dejavu”. Foram muitos os que apareceram nas audições e assim se formou a primeira forma da Tunilingus, uma tuna mista.
E assim, arrancou a tunilingus que com este formato durou cerca de 8 meses, pois por volta de 26 de Novembro e após alguns contratempos foi decidido que a Tunilingus iria continuar mas só como tuna masculina, assim sendo a data que a tuna comemora o seu aniversário é o dia 26 de Novembro. Nesta altura a tuna arrancou com quase 20 elementos que ensaiavam na tal sala da junta de freguesia durante os primeiros tempos passando depois os ensaios exclusivamente para a sala 96, a tasca do Sr. Américo.
Nota referente ao Sr. Américo:
“O Sr. Américo foi desde o ínicio da tuna quem nos deu guarida e um espaço para pudermos ensaiar e estar, durante estes anos todos sempre tivemos o seu apoio e patrocínio (belas marradinhas e garrafões de vinho). Local onde habitualmente fazemos os nossos jantares de convívio da tuna e onde nos encontramos para ensaios, actuações ou simplesmente para passar um bom bocado.”
A Tunilingus na sua primeira forma era constituida pelos seguintes elementos:
Marco Sampaio (1º Magister)
Pedro Gonçalves
Avelino Figueiredo
Pedro Ribeiro
José Ricardo Luis
João Reis “11:30″
Ricardo Proença “10:30″
Paulo Assunção
Paulo Leal
Rui Esteves “Caneças”
Filipe “Carrera”
Mauro Vicente
Ricardo Magalhães
Paulo “Rasta”
Pedro “Ferrinhos”
Eduardo “Animal”
Data de criação da tuna: 26 Novembro 1996
Tempo: estava um dia com céu limpo e temperaturas agradáveis para a época.
Pensamento do dia: ”E que tal beber a isto!”
